Covilhã do meu coração.

Covilhã do meu coração.

Quem me conhece sabe que moro na Covilhã, mas para aqueles que não conhecem, deixem-me falar-vos um pouco desta minha cidade de coração.

Cidade do coração porque nem sempre vivi aqui. A primeira década da minha vida foi passada noutra cidade, então não posso considerar a Covilhã como sendo minha, mas eu sou dela. A Covilhã fica no interior do país, recostada na serra mais alta de Portugal, e é pequena em tamanho, mas enche de saudade quem por ela passa.


Na Covilhã não há muitos espectáculos de teatro, na realidade nem há um teatro com condições para tal. Não existem muitos shoppings, nem as lojas da moda. Não há grandes museus, tirando o de lanifícios, e exposições também não são motivo de excitação porque também estas são escassas. Não há um restaurante glamouroso em cada esquina, nem brunches aos domingos.

Não quero com isto dizer que nos falta tudo, porque na Covilhã há coisas que não se pagam, e outras que não se constroem.

Na Covilhã há um espírito no ar que não tem preço. Há um sol que me aquece no verão e me deixa feliz por percorrer as ruelas estreitas até às portas do sol e ver a paisagem.


Há esplanadas onde uma roda de amigos bebe uns finos e faz conversa fiada durante horas. Há restaurantes que contam histórias de jantares bem regados, de momentos bem passados.
Há cafés onde proprietário e clientes se tratam pelo nome e perdem cinco minutos para dois dedos de conversa. Na Covilhã existe uma universidade que dota a cidade de um espírito jovem que transparece nas ruas. Na Covilhã toda a gente se conhece e as paredes das ruas embelezam o dia de quem passa com a arte urbana. Na minha cidade faz muito frio ou muito calor, temos festas de rua, e no verão “até os Santos dançam”.

A Covilhã raramente tem neve, apesar de ser a Cidade Neve, mas tem uma serra linda, conhecida no país todo. Tem ar puro e natureza lado a lado e isso vale por todos os museus, shoppings e eventos. Não temos brunches, mas “vamos aos bolos” a qualquer hora.

Não me vou alongar muito mais, talvez volte a este assunto um dia, mas vou falar-vos só de mais uma coisa que gosto muito na Covilhã, a Igreja de Santa Maria Maior.


Esta igreja, e a zona onde se encontra, tem um lugar especial no meu coração, não pelo significado religioso, mas pela sua beleza única e porque quando a vejo sei que estou em casa, na minha cidade luz, de ruas estreitas mas com as suas portas sempre abertas.

Pisquei os olhos e passou uma hora.

Pisquei os olhos e passou uma hora.

Ontem à noite olhei para as horas e eram 00:36, como tinha de me levantar cedo hoje comecei a ponderar desligar a televisão e acabar o episódio da série depois.

Entretanto fui preparar-me para me deitar, e quando olho para o relógio, 02:06! Bem sei que dizem que as mulheres demoram imenso a “arranjar-se” (mesmo que seja para deitar), mas aquela hora que se perdeu ali pelo meio, doeu-me na alma. Só de pensar que em vez de 8h de sono, teria apenas 7! 7!!!

Pisquei os olhos e uma hora passou. Porque é que no trabalho não é assim? Menos uma hora de sono.. Como se uma pessoa já tivesse muitas!

E esta denominação de “hora de verão”? Quase que dá para rir, tendo em conta que o verão parece estar a milhas e a chuva faz-se ouvir na rua. O vento uiva e o meu nariz já deve ter estado mais longe de cair com esta temperatura tão agradável..

Brincadeira à parte, sou uma pessoa mais feliz com a hora de verão, mesmo que tenha de abdicar de uma hora inteira de sono, funciono melhor neste horário. Os dias vão crescendo aos poucos, até chegar ao pico, em que o sol se põe quase às nove da noite.

No horário de inverno os dias são cinzentos, levanto de noite, chego a casa já de noite também. Os dias são curtos, são tristes. O horário de verão já cá canta, só falta o sol!

Smurfs, Estrunfes, Pitufos?

Smurfs, Estrunfes, Pitufos?

Em conversa com duas amigas surgiu o termo “Pitufo” e eu, que sou um poço de sabedoria mas tenho as minhas limitações, lá questionei o que raio era um “Pitufo”. Pois pasmem-se, ou se calhar até já sabem, é um Smurf! Comummente conhecido em Portugal por Estrunfe. Impelida pela curiosidade, uma característica muito minha, de saber como se chamavam em outras partes do mundo dei por mim rodeada de informações que não sabia sobre os pequenos seres azuis.

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Como gosto de partilhar e adorei saber alguns factos sobre estes queridos bonecos, hoje divido convosco algumas curiosidades que encontrei.

  1. Os Smurfs foram criados pelo ilustrador belga Pierre “Peyo” Culliford para a revista Spirou, na Bélgica.
  2. Antes de terem a sua própria história, os Smurfs apareceram pela primeira vez numa banda desenhada, “As Aventuras de Johan e Peewit”, em 1958.
  3. A história em que aparecem pela primeira vez chama-se “A Flauta de 6 Buracos” na qual o cavaleiro Johan encontra os pequenos seres na floresta.
  4. Um ano depois, em 1959, os Smurfs tornaram-se protagonistas de banda desenhada.
  5. Apesar de existirem na banda desenhada, só em 1981 foram criados os desenhos animados que se tornaram um sucesso, durando até 1989, reunindo um conjunto de 427 episódios que foram divididos em 9 temporadas. E foi desta forma que os Smurfs alargaram a sua fama ao resto do mundo.
  6. Como vos disse no inicio do post, há vários nomes para estas pequenas criaturas, mas o nome original dos Smurfs era “Les Schtroumpfs”, o mesmo foi encurtado para Smurfs a fim de facilitar a pronúncia em outros países.
  7. Inicialmente as personagens não eram azuis, o criador pensou em fazer os Smurfs verdes, mas uma vez que vivem na floresta poderiam confundir-se facilmente com o meio envolvente. A segunda opção passou pela cor vermelha, mas acabou por ser descartada e surgiu a cor que todos conhecemos e associamos aos Smurfs – o azul.
  8. Os Smurfs são todos do sexo masculino, com excepção de três personagens do sexo feminino: Smurfette, a Sassete e a Vovó Smurf.
  9. A vila dos Smurfs possui 523 cogumelos habitados pelas pequenas criaturas.
  10. Os Smurfs são jovens durante muito tempo, um smurf chega à sua idade adulta quando atinge 100 anos, e poucos smurfs conseguiram viver mais do que isso. As excepções são o Pai Smurf, que no filme aparece com 546 anos, e o Vovô Smurf, que (diz-se), viveu por volta de 1000 anos.
  11. Todos os Smurfs foram baptizados de acordo com a sua personalidade: O Génio, o Cozinheiro, o Poeta, o Brincalhão, o Apaixonado, o Pintor, o Robusto, o Habilidoso, o Preguiçoso, e por ai em diante.
  12. O Pai Smurf é o único que utiliza uma touca vermelha, contrariamente à branca que todos os outros usam.
  13. Os bebés smurfs são entregues por cegonhas.
  14. Para a divulgação do filme em 2011, a cidade de Juzcar, em Espanha, foi pintada toda de azul. Os moradores gostaram tanto que não quiseram mudar a cor do local, que ficou conhecido como “Cidade dos Smurfs” e passou a atrair turistas de várias partes do mundo. 

  15. Em 2008, a Bélgica, país de origem de Peyo e dos pequenos azuis, cunhou uma série de moedas de 5 euros com a figura de um Smurf para comemorar o 50º aniversário da existência das personagens.
  16. Também para ajudar na divulgação do filme, em 2011, foi criado o Dia Mundial dos Smurfs. O dia escolhido foi o 25 de Junho, que é o aniversário do ilustrador belga Peyo, o criador dos desenhos.

Tentei reunir aquelas que achei mais interessantes, e confesso que muitas não sabia e gostei de descobrir o porquê de algumas coisas. E vocês? Sabiam tudo? Ou também já ficaram a saber algo novo hoje através destas curiosidades?

Vacinação. Eis a questão.

Vacinação. Eis a questão.

O sarampo, essa doença que existe há décadas, e que eu mesma tive ainda em miúda, volta e meia vem à baila. E porquê? Perguntam vocês, e bem, sendo que já existe vacina para esta doença desde 1964, e em Portugal é utilizada desde 1973!

Acho que todos sabemos o que é uma vacina, felizmente vivemos num país que tem um Programa Nacional de Vacinação (PNV) desde 1965 e que tem sofrido ao longo dos anos revisões e melhorias. As vacinas são medicamentos criados para nos ajudar a prevenir de doenças infeciosas provocadas por vírus ou bactérias, que regra geral são altamente contagiosas. Basicamente a vacina provoca uma reacção no nosso sistema imunitário, como se este tivesse sido infectado pelo agente causador da doença e desta forma suscita imunidade ao organismo quando confrontado de novo com o vírus ou bactéria. (Claro que o processo científico envolve outras coisas, mas em termos muitos simples, é isto).

Como referi já tive a doença, e fui vacinada também, o que significa que muito dificilmente poderei contrair de novo sarampo. No entanto, quando não vacinadas as pessoas correm um risco real quando expostas a este vírus e são elas mesmas um perigo para a saúde pública.

Os movimentos anti-vacinação ganharam força em 1998, há 20 anos, e parece que têm ganho novos adeptos a cada ano que passa. Claro que isto seria de celebrar se realmente fosse algo bom. Mas não é.

Porque raio as pessoas não hão-de querer vacinar os filhos, ou elas mesmas, contra doenças infeciosas que podem ter consequências graves para os mesmos e para quem os rodeia? Se há dois séculos atrás as pessoas morriam com varíola porque não havia cura, tal como a raiva, ou a tuberculose, o mesmo não se pode dizer hoje. Tudo graças às vacinas. Então porquê esta posição tão rígida que leva pais a colocar em risco a vida das crianças e até de adultos?

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Este post é mais a questionar-vos do que a dar-vos respostas, não sei se já repararam, mas realmente não consigo conceber que todo um progresso que levou anos a ser conseguido seja assim descurado e até posto em causa por dá cá aquela palha. Com certeza todos terão os seus motivos para serem contra ou a favor da vacinação, mas quando vivemos em sociedade não teremos o dever de nos preocupar com a saúde pública e também com a nossa saúde?

Bem, foi o post de hoje, isto tudo porque tenho ouvido e lido imensas notícias sobre este assunto e não consegui ficar indiferente. Deixo-vos aqui, a título de curiosidade, e porque é sempre bom aprendermos alguma coisa nova todos os dias, as datas em que surgiram algumas das vacinas que vieram, de certa forma, mudar o mundo.

Marcas que não testam em animais #1

Marcas que não testam em animais #1

Depois de no post passado vos ter falado da minha coelha e da origem do nome do blog, hoje venho falar-vos de um coelho diferente. Um coelho que é símbolo de todos os animais e que procuro cada vez mais quando compro produtos de beleza e cosmética.

Este logo tem três versões nas quais podem e devem confiar, mas algumas empresas utilizam outros que podem levar a equivoco, e na realidade não ser “cruelty free”. Saber um pouco sobre a marca ajuda sempre nestes casos e deixo-vos aqui os três logos oficiais, criados por organizações oficiais de várias partes do mundo. Há também marcas que apesar de não testarem em animais não ostentam nenhum destes logos, daí ter referido a importância de se conhecer um pouco as marcas ou de pesquisar sobre as mesmas.

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Num mundo idílico compraríamos apenas produtos que não poluíssem o meio ambiente, comeríamos apenas alimentos biológicos, não criaríamos animais com o único propósito de mais tarde os matar para comer e usaríamos apenas produtos de beleza e cosmética não testados em animais.

A verdade é que esse mundo não existe e ainda há imensas marcas que testam os seus produtos em animais. Animais que nascem e passam toda a sua curta vida a sofrer experiências em laboratórios para que as marcas possam testar os seus produtos.

Apesar de esse mundo não existir, muitos têm sido os avanços no sentido de tornar este que habitamos mais sustentável e as preocupações com o ambiente e com os seres vivos são actualmente mais comuns do que há uns anos. (Felizmente!)

Assim existem no mercado várias marcas que não testam em animais e que usam o logo “cruelty free” para dar a conhecer aos clientes essa sua posição. Vou deixar neste post algumas das marcas que se comercializam em Portugal e que optaram por não testar em animais, mas tenham em atenção que isto pode sempre variar de país para país e na china por exemplo é comum as marcas testarem em animais (pois as leis assim o permitem).

marcas cruelty free

Não quero com este post dizer que uso apenas produtos não testados em animais, até porque é bastante difícil viver apenas com esses produtos, como referi nota-se um aumento na preocupação das marcas e do consumidor em geral para com os animais, mas ainda não existe assim tanta variedade no mercado a ponto de se encontrar com facilidade todos os tipos de produtos que necessitamos para o nosso dia-a-dia.

Espero que desse lado também tenham esta atenção e preocupação em tentar ajudar os animais. São pequenos gestos que podem mudar aos poucos esta indústria de milhões.

Contem-me tudo! Vocês conhecem ou utilizam outras marcas? Eu utilizo algumas das que menciono na imagem, mas ainda não consegui o pleno de ter tudo cruelty free.

A origem do nome do blog.

A origem do nome do blog.

Quem tem um blog ou site sabe o quão difícil é encontrar um nome que se adeque ao que pretendemos, ao estilo que queremos, ao nosso gosto e que fique no ouvido.

Antes de criar o blog que tenho actualmente não pensei muito em nomes, sabia apenas que tinha uma condição, ser em português. Dei voltas à cabeça para tentar escolher um nome, mas todos me soavam melhor em inglês ou então já existiam, o que é fácil tendo em conta a quantidade de blogs que existem.

Surgiu então o mais simples e o mais próximo de mim: O blog da Camila.

Camila é o nome da minha coelha, não o meu, mas é o meu nome feminino preferido e por isso assim foi batizada a bicha e o blog.

E basicamente é isto, não há muito mais a contar, a Camila está comigo há 7 anos, é uma coelha anã e o mais provável é que surja eventualmente um post sobre ela e sobre os cuidados que se devem ter com um coelho de estimação.

Gostava de saber como surgiu o nome do vosso blog. Contem-me tudo 😊!

A moda é cíclica #1

A moda é cíclica #1

Todos sabemos que no que toca à moda já foi tudo inventado e reinventado vezes sem conta.

As skinny jeans que hoje uso já passaram pelas pernas da minha mãe, tal como as carteiras de ráfia, os brincos oversized e os biker jackets. Os lenços no pescoço que tanto gostamos agora, também já foram moda, bem como as mom jeans que estão em força em tudo quanto é loja.

Claro que isto da moda é muito subjetivo, mas por aqui vamos ter, de quando em vez, posts sobre tendências que gosto e outras que odeio. Desta feita calhou trazer uma que odeio: os óculos de lentes pequenas ou mini óculos de sol.

Se há algumas estações a moda era usar óculos com lentes grandes, que depois foram reduzindo de tamanho consoante as novas tendências, este ano a tendência é usá-los o mais pequenos possível.

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Não importa a cor das lentes, mas sim o tamanho. Lentes e óculos pequenos que deixam à vista grande parte dos olhos e na minha opinião pouco devem tapar ou realmente proteger do sol.

Esta tendência tem um toque muito retro mas não consigo gostar nem achar prático (recuso-me a comprar óculos de sol que não tapam nada!) . Apesar de gostar muito de moda, de tendências, de trapinhos e acessórios, não consigo gostar de tudo o que está in. Prefiro andar “fora de moda” e usar algo que realmente goste.

De qualquer maneira, preparem-se para dar de caras com eles em lojas e até mesmo em várias caras pelas ruas!

E vocês? Gostam? Vão usar?