O fruto proibido é o mais apetecido – As viagens de finalistas.

O fruto proibido é o mais apetecido – As viagens de finalistas.

Este é um tema sobre o qual pensei nunca vir a escrever, tantos anos após ter feito a minha viagem, mas já me cansa chegar esta altura do ano e ver sempre as mesmas notícias e ler os mesmos textos sobre os jovens e as suas viagens de finalistas.

Com a fatalidade do acidente de viação de ontem, que afectou a minha cidade em específico, assisti mais uma vez a uma explosão de indignações contra as “viagens do inferno” que apontam os jovens como autênticos delinquentes.

A minha opinião, tal como tantas outras, vale o que vale, mas contrariamente ao que se apregoa, nem toda a gente “embarca” nestas viagens para consumir drogas até ter uma overdose ou apanhar bebedeiras de caixão à cova.

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Acreditem, ou não, há quem vá para se divertir com aqueles que são os seus amigos, com as pessoas com quem passam horas a fio, cinco dias por semana, dez meses por ano. Há quem realmente aproveite para criar memórias com pessoas que em breve seguirão outros caminhos mas manterão o laço que os une.

Deste lado escreve-vos alguém que fala com conhecimento de causa, porque na realidade, com os meus 18 anos também eu fiz uma viagem até Lloret de Mar (era o ex-libris das viagens de finalistas da época) onde usufrui de uma semana na companhia dos meus amigos. E pasmem-se!, não saltei de nenhuma varanda, não parti nenhum membro, não me droguei, não fui expulsa do hotel, e não voltei grávida para Portugal! Chocante, não é?

Mais chocante ainda, diverti-me à brava, consegui fazer praia, diverti-me, dancei muito, bebi uns copos sem cair para o lado e criei boas memórias.. Garanto-vos que é mesmo possível!

Portanto, tal como em outras situações muito badaladas, como é o caso das praxes, por exemplo, se há pessoas que agem como autênticos vândalos, partindo mobiliário de hotéis, gritando pelas ruas e fazendo tudo aquilo que não tem coragem de fazer cá, não culpem a “viagem de finalistas” mas sim a falta de educação e bom senso de alguns adolescentes, porque vos garanto, muitos de vós nem sonha o que tem em casa.

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Se anteriormente fiz um post sobre um acessório de moda que não gosto, hoje trago-vos um que adoro, as carteiras de vime ou ráfia. Estas malas são tendência desde o ano passado, mas esta primavera surgiram ainda com mais força em tudo quanto é loja.

Tenho a certeza de que em alguma altura da sua vida a minha avó serviu-se de uma destas cestas para ir à praça (ali a número 10 tem ar disso!). Tal como tenho a certeza de que a minha mãe também as utilizou. Se não me engano ainda anda cá por casa uma pequenita com formato de lancheira.. E agora chega a minha vez de as usar, não para ir à praça, nem para levar a marmita, mas apenas porque gosto (e gosto mesmo muito da número 1 e 6).

Sei que o gosto por este tipo de peças não é consensual, tal como com outras tendências, mas penso que são muito úteis especialmente no verão quando pretendemos um look mais relaxado e prático. (Ou se formos fazer um pic-nic chique e quisermos levar o farnel numa cesta elegante!)

Elas estão por todas as lojas e feiras, mas claro que os preços praticados nas feiras são mais apetecíveis, no entanto, as das lojas são mais adaptadas ao uso no dia a dia. Quando a vime é dura o uso destas malas torna-se mais desconfortável, confesso que já tenho duas, e em ambas optei por um material mais mole e que não me arrepele a roupa toda!

Deixo-vos abaixo algumas sugestões de lojas bem conhecidas, mas como referi, também podem procurá-las em feiras.

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1 , 2 e 11 – Pull and Bear; 3 e 10 – Petite Sardine; 4 – Mango; 5, 6, 7 e 8 – Zara; 9 – Misako

Cá em casa já moram duas, uma maior e outra tipo pochet. Confesso que algumas são demasiado parecidas a cestas para o meu gosto, chegando mesmo a ser rijas demais para se tornarem confortáveis, mas há gostos para tudo! E por ai? Estão rendidas ou ainda não é desta que vão sair de cesta à rua?! Eu cá estou só há espera que o sol decida dar as caras 😊

 

Vacinação. Eis a questão.

Vacinação. Eis a questão.

O sarampo, essa doença que existe há décadas, e que eu mesma tive ainda em miúda, volta e meia vem à baila. E porquê? Perguntam vocês, e bem, sendo que já existe vacina para esta doença desde 1964, e em Portugal é utilizada desde 1973!

Acho que todos sabemos o que é uma vacina, felizmente vivemos num país que tem um Programa Nacional de Vacinação (PNV) desde 1965 e que tem sofrido ao longo dos anos revisões e melhorias. As vacinas são medicamentos criados para nos ajudar a prevenir de doenças infeciosas provocadas por vírus ou bactérias, que regra geral são altamente contagiosas. Basicamente a vacina provoca uma reacção no nosso sistema imunitário, como se este tivesse sido infectado pelo agente causador da doença e desta forma suscita imunidade ao organismo quando confrontado de novo com o vírus ou bactéria. (Claro que o processo científico envolve outras coisas, mas em termos muitos simples, é isto).

Como referi já tive a doença, e fui vacinada também, o que significa que muito dificilmente poderei contrair de novo sarampo. No entanto, quando não vacinadas as pessoas correm um risco real quando expostas a este vírus e são elas mesmas um perigo para a saúde pública.

Os movimentos anti-vacinação ganharam força em 1998, há 20 anos, e parece que têm ganho novos adeptos a cada ano que passa. Claro que isto seria de celebrar se realmente fosse algo bom. Mas não é.

Porque raio as pessoas não hão-de querer vacinar os filhos, ou elas mesmas, contra doenças infeciosas que podem ter consequências graves para os mesmos e para quem os rodeia? Se há dois séculos atrás as pessoas morriam com varíola porque não havia cura, tal como a raiva, ou a tuberculose, o mesmo não se pode dizer hoje. Tudo graças às vacinas. Então porquê esta posição tão rígida que leva pais a colocar em risco a vida das crianças e até de adultos?

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Este post é mais a questionar-vos do que a dar-vos respostas, não sei se já repararam, mas realmente não consigo conceber que todo um progresso que levou anos a ser conseguido seja assim descurado e até posto em causa por dá cá aquela palha. Com certeza todos terão os seus motivos para serem contra ou a favor da vacinação, mas quando vivemos em sociedade não teremos o dever de nos preocupar com a saúde pública e também com a nossa saúde?

Bem, foi o post de hoje, isto tudo porque tenho ouvido e lido imensas notícias sobre este assunto e não consegui ficar indiferente. Deixo-vos aqui, a título de curiosidade, e porque é sempre bom aprendermos alguma coisa nova todos os dias, as datas em que surgiram algumas das vacinas que vieram, de certa forma, mudar o mundo.

A moda é cíclica #1

A moda é cíclica #1

Todos sabemos que no que toca à moda já foi tudo inventado e reinventado vezes sem conta.

As skinny jeans que hoje uso já passaram pelas pernas da minha mãe, tal como as carteiras de ráfia, os brincos oversized e os biker jackets. Os lenços no pescoço que tanto gostamos agora, também já foram moda, bem como as mom jeans que estão em força em tudo quanto é loja.

Claro que isto da moda é muito subjetivo, mas por aqui vamos ter, de quando em vez, posts sobre tendências que gosto e outras que odeio. Desta feita calhou trazer uma que odeio: os óculos de lentes pequenas ou mini óculos de sol.

Se há algumas estações a moda era usar óculos com lentes grandes, que depois foram reduzindo de tamanho consoante as novas tendências, este ano a tendência é usá-los o mais pequenos possível.

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Não importa a cor das lentes, mas sim o tamanho. Lentes e óculos pequenos que deixam à vista grande parte dos olhos e na minha opinião pouco devem tapar ou realmente proteger do sol.

Esta tendência tem um toque muito retro mas não consigo gostar nem achar prático (recuso-me a comprar óculos de sol que não tapam nada!) . Apesar de gostar muito de moda, de tendências, de trapinhos e acessórios, não consigo gostar de tudo o que está in. Prefiro andar “fora de moda” e usar algo que realmente goste.

De qualquer maneira, preparem-se para dar de caras com eles em lojas e até mesmo em várias caras pelas ruas!

E vocês? Gostam? Vão usar?